quarta-feira, 25 de março de 2015

-EXCESSO DE VELOCIDADE REPRESENTA 35% DAS MULTAS NO TRÂNSITO.

Excesso de velocidadeA alta velocidade é o principal motivo de multas aplicadas aos motoristas paranaenses. Dados divulgados pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) nesta segunda-feira (23) revelam que, em 2014, das 3.177.695 multas emitidas no Estado 1.104.577 eram relacionadas ao excesso de velocidade em vias públicas e rodovias.

“Novamente esta é a infração mais cometida no Estado. O número é quase três vezes maior que a segunda infração do ranking, por estacionamento irregular”, destaca o diretor-geral do Detran, Marcos Traad. “O motorista deve ter a consciência de que a alta velocidade traz sérios riscos e é preciso respeitar as leis e tirar o pé do acelerador.”

O número de infrações emitidas no Estado aumentou 6% na comparação com o último ano. Em 2013, foram emitidas 2.997.846 e em 2014, a quantidade saltou para 3.177.695 infrações.

A média mensal de infrações emitidas no Estado em 2014 foi de 264.807. O mês com maior número de multas foi agosto (306.224) e o menor número foi em junho (237.949).

Maior incidência

Entre as dez infrações mais cometidas no Paraná estão: transitar com velocidade superior à máxima permitida em até 20%; estacionar em desacordo com a regulamentação; multa por não indicação do condutor infrator; transitar com velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50%; avançar o sinal vermelho ou parada; deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de 30 dias; deixar de usar cinto de segurança; dirigir o veículo usando fones de ouvido e telefone celular; ultrapassar sobre linha dupla/simples amarela contínua; conduzir o veículo não registrado e devidamente licenciado.

Ranking

As cidades com maior índice de infrações em 2014 foram Curitiba (1.063.569); Maringá (326.225); Cascavel (164.506); Londrina (163.255); Foz do Iguaçu (125.959) e Ponta Grossa (114.177).

Na comparação entre 2013 e 2014, das seis cidades com maior quantidade de multas, três apresentaram alta e três tiveram queda na variação: Maringá (+25,3%); Curitiba (+11,9%); Foz do Iguaçu (+10,1%); Londrina (-12,9%); Ponta Grossa (-7,5%); e Cascavel (-7%).

Frota

Dados do Detran de fevereiro de 2015 revelam a variação no aumento do número de veículos em seis das principais cidades do Estado, na comparação com o mesmo período do ano anterior: Maringá (3,7%); Curitiba (3,8%); Londrina (4,6%); Ponta Grossa (5,1%); Foz do Iguaçu (5,3%); e Cascavel (5,3%). No Paraná, o aumento registrado é de 5,1%, saltando de 6.210.727 para 6.532.149 veículos.

EDUCAÇÃO - O Detran desenvolve um trabalho permanente com o futuro motorista paranaense, levando para alunos do ensino fundamental cartilhas sobre o tema trânsito que podem ser utilizadas em sala de aula. O projeto beneficiou 35 mil estudantes de 134 municípios em 2014.

Neste ano, o projeto será ampliado para 254 municípios e vai contemplar 73 mil alunos. Para o segundo semestre está programada a extensão da ação para alunos do ensino médio, com o objetivo de preparar os adolescentes que serão candidatos à primeira habilitação.

O Detran desenvolve permanentemente blitz educativas em bares e restaurantes para interagir com os frequentadores e alertar sobre álcool e direção e a Lei Seca. É possível fazer o teste do bafômetro descartável, receber adesivos e material específico sobre o tema.

Infrações

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) divide as infrações em quatro tipos de natureza: leve (3 pontos, R$ 53,20); média (4 pontos, (R$ 85,13); grave (5 pontos, R$127,69); e gravíssima (7 pontos, R$ 191,54).

Ao somar 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) o motorista tem o direito de dirigir suspenso por 30 dias, deve entregar o documento e se submeter ao curso de reciclagem para reaver a habilitação.

Há, ainda, a suspensão “direta” que está prevista em 12 artigos do Código de Trânsito e pode culminar na perda do direito de dirigir do infrator pelo período mínimo de 30 dias até 12 meses e, em alguns casos, quando houver reincidência em um período de 12 meses, na cassação da CNH.

Com informações da Agência Estadual de Notícias

terça-feira, 24 de março de 2015

-DENTRAN CONTRIBUI COM A ALFABETIZAÇÃO DE CANDIDATOS À CNH.

Alfabetizando para a CNHO Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina como requisito fundamental para se obter ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) saber ler e escrever. No entanto, muitos candidatos que procuram o Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) para aquisição ou renovação do documento demonstram dificuldades de leitura e escrita durante o processo. Para contribuir na educação dos motoristas, a Divisão de Educação do Detran tem realizado um trabalho de alfabetização em diversas cidades da Paraíba.

A Divisão de Educação realiza um trabalho de orientação pedagógica juntos aos candidatos. Ao serem identificadas as dificuldades, as pedagogas traçam um plano de ensino, com reciclagem ou alfabetização dos motoristas, e só posteriormente ao serem submetidos a uma avaliação pedagógica é que eles são encaminhados ao setor de habilitação. Na quinta-feira (20), a equipe aplicou avaliações aos condutores do município de Patos que passaram pelo processo educacional.

De acordo com a Chefe da Divisão de Educação, Abimadabe Vieira, a maioria desses condutores que buscam a renovação tem entre 50 a 75 anos de idade. Eles nunca cometeram infração grave ou gravíssima, possuem renda baixa e não tiveram a oportunidade de passar pelos bancos de escola. “Pensando nisso, o Detran proporciona aos condutores nessa situação a oportunidade de aprender a ler e escrever, através de um processo de aprendizagem usando as leis e regras do Código de Trânsito Brasileiro”, ressaltou. 

A principal meta da iniciativa é possibilitar a inclusão social e o exercício da cidadania a uma parte da população que não teve acesso à educação e que hoje ainda encontra dificuldade para transpor esse obstáculo. Para essas pessoas, poder conduzir um veículo é uma conquista que pode contribuir para a renda da família.

Com informações da Assessoria de Imprensa

sábado, 21 de março de 2015

-MEXER COM CELULAR NO VOLANTE AUMENTA EM 400% RISCO DE ACIDENTE.

Uso do celular no trânsitoA tendência de queda no histórico de multas por uso do celular ao volante no Rio de Janeiro e em São Paulo é resultado do afrouxamento das fiscalizações e não da mudança no comportamento dos motoristas, segundo Eduardo Biavati, sociólogo e especialista em segurança no trânsito. Em nota, os órgãos responsáveis pelo sistema de tráfego das duas capitais negam ter havido qualquer negligência nas inspeções.
Em São Paulo, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o número de multas aplicadas por causa do uso de celular teve um aumento de 2,7% entre 2013 e 2014, quando foram cometidas 382.803 infrações. Mesmo diante do acréscimo, o índice é 20% menor do que o apontado em 2010, ano em que a capital paulista registrou o recorde de infrações (473.153).
Situação similar acontece na capital fluminense. De acordo com a Guarda Municipal do Rio de Janeiro, 39.746 infrações foram aplicadas em 2014. O número é 27% menor do que o registrado em 2013 (54.609) e 60% inferior ao computado em 2010, quando a cidade atingiu o recorde de multas de trânsito por uso de celular (100.367).
Apesar das quedas, conforme aponta o especialista, os smartphones continuam sendo utilizados e não apenas para atender ligações, mas também para usar aplicativos de localizador, interagir em redes sociais e até responder as frequentes mensagens do WhatsApp. “Esse uso, ao contrário das multas, tem se intensificado cada vez mais”, completou ele.
Frequência também constatada pelos próprios motoristas. Dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia apontam que 84% dos motoristas de São Paulo e Rio de Janeiro admitem que usam o celular enquanto dirigem, apesar de reconhecerem o dispositivo como principal ponto de distração e estarem cientes do aumento do risco de acidentes.
“Mesmo no auge quantitativo de infrações, o número de multas é insignificante perto do número de pessoas que usam o smartphone enquanto dirigem”, afirma o especialista. “Em 2009 e 2010, houve uma priorização nesse tipo de fiscalização, que acabou ganhando outro foco nos anos seguintes. Atualmente, em São Paulo, vimos nitidamente a preocupação dos fiscais com as faixas exclusivas de ônibus.”
Para apontar a desproporção do número de multas com o hábito dos brasileiros, Biavati cita a expansão dos smartphones no país. “Atualmente, os celulares não estão mais restritos às classes média e alta. A classe baixa também está conectada. Passou a ser um fenômeno massivo.” O estudo do eMarketer, por exemplo, apontou o Brasil como o sexto maior mercado de smartphones do mundo, com 38,8 milhões de aparelhos em 2015. O ranking é liderado pela China, com 436,1 milhões. A lista dos cincos primeiros colocados inclui ainda Estados Unidos (143,9 milhões), Índia (76 milhões), Japão (40,5 milhões) e Rússia (35,8 milhões).
A CET informou, no entanto, que a fiscalização vem sendo mantida pelos agentes do órgão. Já a Guarda Municipal do Rio de Janeiro disse que suas ações de ordenamento e fiscalização de trânsito vêm aumentando, de forma geral, a cada ano. “No ano de 2010, quando houve o maior número de flagrantes da combinação direção e celular, a GM-Rio aplicou 826.360 multas em toda a cidade, para todos os tipos de infrações. Já nos anos de 2012 e 2013, por exemplo, quando o número de multas para essa irregularidade foi inferior nos dois períodos, foram aplicadas 1.377.657 e 1.310.149 multas em geral, respectivamente, em toda a cidade. Desta forma, houve nos últimos anos aumento na fiscalização de trânsito, fato comprovado pelo aumento significativo de multas em geral aplicadas”, afirmou por meio de nota.
Para justificar a queda das multas por uso do smartphone ao volante, a GM-Rio cita o crescente uso de películas nos vidros dos veículos, além do uso de tecnologias (fones sem fio, rádios, bluetooth) que acabam dificultando a ação dos agentes, “que só aplicam multa caso tenham certeza de que a infração está sendo cometida”. “A própria conscientização dos condutores quanto ao perigo de usar o celular ao volante e sua mudança de hábito podem ter também influenciado”, informou o órgão.
Risco de acidentes é 400% maior
Os riscos de acidentes pelo uso do celular ao volante se intensificaram consideravelmente com a ampliação das funções do dispositivo, como apontou Biavati. “Antes o uso do celular se restringia a ligações de voz, que demandava basicamente uma das mãos. A situação de risco foi maximizada com as mudanças do próprio uso do smartphone. Para você digitar qualquer letra, além da mão, é preciso olhar para a tela. Ou seja, a distração é mais profunda: perde-se o contato visual e o mecânico.”
Um estudo do NHTSA –departamento de Trânsito dos Estados Unidos– revela que o uso de dispositivos móveis ao volante aumenta em até 400% o risco de acidente. “Um risco muito maior do que o causado pela embriaguez”, afirmou Biavati. Apesar da gravidade, segundo ele, os riscos não são levados a sério pelos motoristas, tampouco pelas autoridades por falta de estatísticas que comprovem o efetivo envolvimento dos celulares em acidentes de trânsito. “Há exames que podem comprovar o nível de álcool dos motoristas envolvidos no acidente, mas não há nada que possa provar se os condutores que causaram o acidente teriam se distraído com seus celulares.”
Segundo André Pedrinelli, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, qualquer dois segundos de distração para digitar uma letra sequer no celular são suficientes para causar um acidente. “Acidente que pode até provocar a morte de alguém”, ressalta ele, que acrescenta que morrem no Brasil, em média, 50 mil pessoas ao ano em acidentes de trânsito. “Como os carros estão cada vez mais seguros, o motorista até pode ter a vida poupada, mas certamente sofrerá sequelas.”
É preciso escolher, de acordo com ele, entre dirigir com total segurança e assumir todos os riscos pelo uso do celular ao volante. “O que vale mais estar vulnerável a um acidente de carro ou postar uma mensagem no Facebook alguns minutos depois?”, questiona Pedrinelli que, como médico, orienta que as pessoas não usem em hipótese alguma o celular ao volante. “Muitos acreditam que isso nunca vai acontecer com eles, mas depois que acontece se desculpar não resolveria a questão”, acrescentou.
A sugestão do especialista em segurança do trânsito é que os motoristas deixem os celulares no silencioso, os desliguem ou os deixem bem longe para evitar que caiam na tentação de darem uma espiadinha a cada notificação. “Dizer que só irá usá-lo quando o farol estiver fechado ou quando o trânsito estiver parado é só uma desculpa para você mesmo”, disse ele, que afirmou ser necessário o investimento em campanhas nacionais para alertar a população sobre os riscos, além do incremento no valor da multa, que atualmente é de R$ 85,13. “Se subisse para R$ 700, por exemplo, certamente as pessoas pensariam duas vezes antes de usar o celular ao volante.”

Fonte: PPG

sexta-feira, 20 de março de 2015

-FAIXAS DE RETENÇÃO.

Faixas de retençãoO Código de Trânsito Brasileiro em seu Anexo II, traz a previsão da “Faixa de Pedestres”, a qual pode ser do tipo zebrado, para locais de grande movimentação de pedestres, ou ainda, constituída por duas faixas paralelas na largura da via. De forma complementar é prevista a “Faixa de Retenção”, que é aquela disposta antes da “Faixa de Pedestres”, a qual é obrigatória quando é cruzamento com semáforo,  e que não deve ser colocada em distância inferior a 1 metro da de pedestres.

O questionamento surge no caso em que o veículo, ao parar para obedecer o semáforo, ultrapassa essa “Linha de Retenção”, ou fica sobre ela, mas não chega a atingir a “Faixa de Pedestres”.  É aquela situação em que geralmente os pedestres fitam o condutor com ar de desaprovação, e o agente de trânsito, quando presente, solicita que se retorne em ré até atingir um ponto anterior à de retenção. Para manifestar-se sobre a existência ou não de infração, nesse caso, se faz necessário recorrer ao Código de Trânsito Brasileiro em seu Art. 183, o qual prevê de maneira bastante específica a infração é de se “parar o veículo sobre a faixa de pedestres na mudança de sinal luminoso”.  Nota-se que o dispositivo legal é objetivo quanto ao que se caracteriza como infração, e consideramos também que “faixa de pedestres” é efetivamente um conceito,  de uma área delimitada, e não toda e qualquer área onde teoricamente os veículos não deveriam estar, mas que não são de pedestres.

Com base na análise acima, somado ao fato que em termos de engenharia a “Faixa de Retenção” tem a função, também, de delimitar o local que oferece boa visibilidade ao semáforo,  há que se entender que o veículo que estiver parado sobre ou além da “Faixa de Retenção”, porém sem atingir a “Faixa de Pedestres” efetivamente não está cometendo infração por falta de previsão legal.  Aliás, como dissemos, “Faixas de Pedestres” possuem previsão legal, inclusive de forma e cor, portanto,  formas diversas de representá-la (desenhos, figuras, etc.) seriam apenas obras de embelezamento, mas não “Faixas de Pedestres”.

quarta-feira, 18 de março de 2015

-PROJETO EXIGE PINTURA DE PLACA NA LATERAL DE ÔNIBUS.

Placa no ônibusA Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8050/14, do deputado Missionário José Olimpio (PP-SP), que torna obrigatória a reprodução das placas dos ônibus de transporte coletivo nas partes lateral e superior do veículo. “Essa simples providência tem o objetivo de permitir que o ônibus seja identificado à distância em caso de sequestro”, explica Olímpio.

As leis atuais já preveem que a identificação seja exibida dentro do veículo, o que facilita a comunicação de emergência com a central de atendimento da polícia durante a ocorrência de algum crime. No entanto, o Código de Trânsito não obriga a pintura dos caracteres das placas na lateral e no teto dos ônibus.

Tramitação
A proposta, que altera o Código de Trânsito (Lei 9.503/97), será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Com informações da Agência Câmara

terça-feira, 17 de março de 2015

SIM, AS TRAGÉDIAS NO TRÂNSITO PODEM SER EVITADAS!

Acidente em Santa Catarina Foto: Reprodução GloboNews[/caption]
É com muita tristeza que escrevo esse post. O ônibus de turismo da empresa Costa & Mar, que ia de União da Vitória (PR) a Guaratuba (litoral do PR), caiu de uma ribanceira de 400 metros na região de Joinville (SC), no km 89 da rodovia SC-418, no fim da tarde de sábado (14) e matou pelo menos 51 pessoas (confirmadas até agora). O trecho é conhecido como Serra da Dona Francisca.

Tenho uma consideração especial por União da Vitória e Porto União, pois minha avó mora na cidade e por esse motivo, o choque é ainda maior. Dentre as vítimas estão 15 homens, 20 mulheres, 5 adolescentes e 11 crianças. É uma tragédia sem tamanho, o maior acidente rodoviário ocorrido nas terras catarinenses. E que nos faz refletir e muito.

O que realmente aconteceu para ocasionar o acidente? Algumas perguntas estão sendo respondidas aos poucos, mas as dúvidas ainda são enormes.

Sobreviventes relataram que o ônibus estava com problema nos freios, tentou desviar de uma carreta e caiu da ribanceira. Se isso ficar comprovado, a falta de manutenção do veículo é a causa primordial do acidente.

Ainda, de acordo com testemunhas, o ônibus poderia transportar 31 passageiros, mas havia 59. Os passageiros deveriam estar distribuídos em dois ônibus, mas um deles apresentou problemas na saída e os turistas foram alocados em apenas um veículo.  A superlotação também está sendo investigada e também pode ter contribuído para a ocorrência da tragédia. Além disso, o ônibus não tinha licença para trafegar fora do estado do Paraná. 

A perícia também fará uma análise mais detalhada no corpo do motorista e dono da empresa, Cérgio Antonio da Costa, para saber se ele sofreu algum mal súbito ou havia alguma substância em seu organismo que pudesse explicar a manobra.

Enfim, qualquer que seja a causa do acidente, a única certeza que temos é que essa tragédia poderia ser evitada.  Seja pela manutenção correta do veículo, seja pelo respeito a capacidade e característica do ônibus, existem elementos suficientes que comprovam que acidentes não acontecem por acaso, ou por obra divina. Essas pessoas poderiam não estar mortas, esse acidente poderia não ter acontecido, basta sabermos quem errou, onde errou e tentarmos daqui para frente tirarmos uma lição disso tudo.  Meus pêsames, União da Vitória!

segunda-feira, 16 de março de 2015

-O QUE OS CURSOS DE PRIMEIRA HABILITAÇÃO DEVERIAM ENSINAR?

Primeira HabilitaçãoTodos os motoristas e motociclistas que circulam pelas ruas do país, legalmente, passaram por um curso preparatório, o chamado curso de primeira habilitação oferecido pelos Centros de Formação de Condutores (CFC’s). No entanto, a formação desses futuros motoristas, o processo de aprendizagem e as dúvidas recorrentes dos alunos para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), muitas vezes, não são suficientemente claras.

Existem muitas críticas ao papel das autoescolas na formação dos condutores. Isso por que a responsabilidade das autoescolas está em não só ensinar novos motoristas a dirigir, mas também despertar neles o respeito e a educação para o trânsito. Segundo Eduardo Biavatti, mestre em sociologia (UnB), escritor e especialista em educação e segurança no trânsito, o papel dos CFC’s teve uma ampliação e uma incorporação de muitos temas. “A habilitação nas antigas autoescolas era estritamente um aprendizado de placas de trânsito para fazer a prova e aprender a passar a marcha e frear o carro. Em outras palavras, o papel da autoescola era meramente técnica”, avalia Biavatti.

Atualmente, o papel do CFC sofreu uma ampliação e um aperfeiçoamento muito importante. Exige-se muito mais do que uma autoescola consegue ensinar. “Não há tempo suficiente nem espaço suficiente para abordar e transformar o curso de primeira habilitação em uma reflexão sobre a segurança, sobre a vida. E essa é uma expectativa que não se cumpre e não é por que os CFC’s são fracos ou irresponsáveis”, argumenta o especialista.

Na opinião de Fábio de Cristo, membro do Laboratório de Psicologia Ambiental da UnB, administrador do Portal de Psicologia do Trânsito, coordenador da Rede Latino-Americana de Psicologia do Trânsito e autor do livro Psicologia e trânsito - Reflexões para pais, educadores e (futuros) condutores, os cursos de primeira habilitação, deveriam ensinar outras habilidades que influenciam a condução, como as de relacionamento interpessoal e de autoavaliação a fim de controlar emoções e impulsos.

A educação para o trânsito no Brasil está focada mais na memorização das leis – o que é certo ou errado – do que na discussão e reflexão dos fundamentos delas ou nas consequências potencias, para si e para outros, de não cumpri-las.

Por isso, para o psicólogo, saber o que significa, por exemplo, aquela placa com “um triângulo de cabeça pra baixo” (dê a preferência) é importante; todavia, o trânsito é mais complexo do que decorar normas, saber ligar/desligar o carro e passar a marcha. “As relações no trânsito dizem respeito às relações humanas e consigo, e isso deveria ser mais trabalhado nas escolas. A maior dificuldade que o condutor encontra depois que ele adquiriu a habilitação não é manejar seu veículo, e sim como relacionar-se com os demais participantes”, completa.

Muitas autoescolas desenvolvem um intenso trabalho de prevenção, segurança e valorização da vida. “Em nosso ramo, conseguimos perceber a evolução significativa dos CFCs, eles passaram a se preocupar realmente com a formação cidadã do novo condutor”, avalia Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional.

Ainda de acordo com o especialista, vários alunos chegam à autoescola sem nenhuma motivação, já achando que sabem tudo sobre o ato de dirigir, e o CFC tem uma difícil tarefa de mudar a cultura desse indivíduo. “Os resultados são surpreendentes e muitos jovens saem transformados e conscientes de seu papel no trânsito”, diz o especialista.

Para concluir, o especialista destacou que atualmente o Centro de Formação de Condutores talvez seja o único contato que o candidato a primeira habilitação tenha com a educação para o trânsito. “O CFC é uma instituição de ensino, certificada e credenciada pelo Detran, com qualidade e responsabilidade para despertar no cidadão todos os requisitos necessários para que ele seja um condutor mais responsável, que conheça e respeite as leis, e que olhe os outros usuários com mais compreensão e dignidade”, conclui Mariano.

sábado, 14 de março de 2015

-PESQUISA IDENTIFICA A "SENSAÇÃO DE FAROL ACESO" GERADO PELO PAINEL.

Acendimento do painelQuando escurece, devemos acionar os faróis do nosso veículo para facilitar a circulação pelas ruas e evitar acidentes. Por isso, saber utilizar as luzes e lanternas corretamente é muito importante para dirigir com tranquilidade, pois elas são um importante instrumento de comunicação com todos que compartilham a mesma via.
A visibilidade no trânsito é um fator muito importante de segurança e é a iluminação dos faróis que permite que o motorista veja não só os obstáculos da via, como também os outros ocupantes da mesma, como outros motoristas, pedestres e ciclistas.
Diante desse cenário, o Observatório Nacional de Segurança Viária identificou que alguns veículos comercializados no Brasil têm o acendimento da iluminação do painel de instrumentos efetuado apenas com a ignição do veículo, possibilitando o tráfego do mesmo com os faróis apagados, uma vez que o motorista tem a sensação de faróis acesos, visto que internamente as luzes do painel estão acesas.
Por isso, o Observatório realizou uma pesquisa que visava identificar características do acendimento de painéis eletrônicos que pudessem induzir os motoristas a trafegar em condições pouco seguras. O documento comprovou que esta é uma prática que acontece com 30% dos veículos analisados, ressaltando que é importante que os condutores fiquem atentos ao acendimento efetivo do farol para evitar acidentes de trânsito.

sexta-feira, 13 de março de 2015

-PROJETO QUE SUSPENDE EMPLACAMENTO DE TRATORES VAI À CÂMARA.

Emplacamento de tratoresO projeto que suspende a obrigatoriedade de emplacamento de máquinas agrícolas (PDS 124/2013) seguiu nesta quarta-feira para a Câmara dos Deputados. A matéria foi aprovada no Senado na noite de terça-feira (10) suspendendo a necessidade de registro dos maquinários, como instituído pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em 2012, por meio da resolução nº 429.

O projeto 124/2013, que visa à suspensão da obrigatoriedade de emplacamentos de máquinas agrícolas, é de autoria do senador mato-grossense Blairo Maggi (PR-MT). “É evidente, portanto, que o interior de fazendas e outras áreas privadas destinadas à produção agropecuária não estão abrangidos no conceito de ‘vias terrestres abertas à circulação’, logo não são regidas pelo Código de Trânsito Brasileiro”, declara Blairo Maggi.

A resolução do Contran, estabelece que todos os tratores e máquinas agrícolas tenham registro e emplacamento para trafegarem em vias públicas, o que envolve estradas vicinais, rodovias estaduais e públicas.

No dia 18 de dezembro de 2014, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) solicitou ao Contran o adiamento para a exigência do emplacamento de máquinas agrícolas para 1º de janeiro de 2017. Na ocasião o Denatran frisou ser necessário o adiamento para a readequação do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavan) e dos sistemas estaduais para receberem as novas informações.

Com informações da Agência Senado

quinta-feira, 12 de março de 2015

-APROVADO PL QUE ISENTA CAMINHONEIROS DE MULTAS.

Protesto de caminhoneirosO plenário da Câmara aprovou ontem (10) projeto de lei que anistia os caminhoneiros que bloquearam rodovias de todo o país das multas que foram aplicadas no período de 18 de fevereiro a 2 de março, por ocasião dos protestos. Os caminhoneiros bloquearam as estradas em protesto contra o baixo preço do frete, os altos valores do diesel e dos pedágios. A proposta será agora apreciada pelo Senado Federal.

De autoria do líder da oposição, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), e outros, o projeto foi apresentado no dia 2 de março, há pouco mais de uma semana. A votação foi possível graças a aprovação do pedido de urgência para deliberação da proposta na noite de hoje.

De acordo com os autores, a proposta limita os tipos de veículos e as infrações cometidas para não criar uma anistia geral para toda e qualquer infração de trânsito que tenha ocorrido no período de 18 de fevereiro a 2 de março. “Nosso objetivo é não onerar ainda mais os caminhoneiros que protestaram legitimamente pelos seus direitos”, disse o autor do texto.

Pelo projeto, serão anistiadas as multas por estacionamento na pista de rolamento, nos acostamentos, nos cruzamentos ou por impedir a movimentação de outros veículos, assim como o bloqueio da via com o caminhão.

Com informações da Agência Brasil

quarta-feira, 11 de março de 2015

-USO OBRIGATÓRIO DE EXTINTOR ABC DEVERÁ SER ADIADO PARA 1º DE JULHO.

Obrigatoriedade extintor ABCPela segunda vez consecutiva, os donos de veículos de passeio deverão ganhar um novo prazo para ter o extintor de incêndio modelo ABC, que controla fogo em estofados e painéis. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deve publicar uma nova resolução nos próximos dias, dando mais 90 dias para a adequação.

O último prazo estabelecido pela resolução n° 516/2015 para os motoristas se adaptarem à norma era 1º de abril deste ano. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, apresentou o pedido para adiar por mais 90 dias a obrigatoriedade dos extintores de incêndio veicular com carga ABC.

Donos de carros fabricados até 2009 precisam adquirir o produto. Os modelos a partir de 2010 vêm com o extintor de fábrica. A multa para quem não legalizar a situação será de R$ 127,69, além da perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A resolução deve ser publicada até a próxima reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que está marcada para acontecer no início da semana que vem, em Brasília.

segunda-feira, 9 de março de 2015

-EXAGERAR NA BUZINA PODE RENDER MULTA AO MOTORISTA.

Uso da buzinaSegundo o Art.227 do Código de Trânsito Brasileiro a infração é leve, com multa de R$ 53,20

A vida agitada, os congestionamentos, o aumento considerável de carros nas vias, enfim, esses elementos fizeram com que muitas pessoas passassem a utilizar a buzina exageradamente. Essa atitude além de irritar os demais usuários, chegando a causar conflitos, pode acabar em multa e perda de pontos na carteira.

“Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, a buzina deverá ser usada de forma breve, somente para alertar os demais”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor da Tecnodata Educacional. Ainda de acordo com o especialista, esse sinal sonoro é um instrumento importante para advertir os demais usuários da via, mas é comumente utilizado de maneira equivocada, aumentando o nível de estresse no difícil trânsito das grandes cidades.

Quando é infração?

Buzinar quando o trânsito está engarrafado é considerado um uso indevido, passível de punição.  A infração é considerada leve, com multa de R$ 53,20.

Também são consideradas infrações de trânsito: buzinar de modo prolongado, usar a buzina entre às 22h e 6h ou em locais e horários proibidos pela sinalização.

Dicas

Para utilizar corretamente a buzina, separamos algumas dicas: 


  • Toques rápidos de alerta: em um cruzamento, para dar a vez para outro motorista, ou para avisar o pedestre distraído ou indeciso para atravessar que está facilitando a sua travessia e também para alertar um motorista distraído que não vê o semáforo abrir, por exemplo.

  • Utilizar fora das áreas urbanas, quando for conveniente advertir a um condutor que se tem o propósito de ultrapassá-lo.

  • Nunca usar na frente de hospitais e outros locais onde há a placa indicativa de proibição.

  • Não adianta buzinar em congestionamentos, isso não fará os carros andarem mais rápido.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A PREFERÊNCIA EM CRUZAMENTO EM "T".

Cruzamentos em TUma das regras de circulação que enfrenta uma grande divergência é o da preferência nos famosos cruzamentos em “T”.  O cruzamento em “T” é aquele formado pelo encontro de uma via com o final de uma transversal, de forma que a pessoa que segue por essa transversal necessariamente fará a conversão, à direita ou esquerda, adentrando àquela. É quase que natural responder que a preferência pertence àquele que não está obrigado a fazer a conversão, qual seja, aquele que pode seguir adiante, enquanto que aquele  que segue pela transversal que irá acabar, deve ceder a preferência de passagem.  Destaque-se que nossa discussão versa sobre locais não sinalizados, pois havendo sinalização é ela que prevalece.

Esse é mais um exemplo de situação que é, como dissemos, quase natural responder que a preferência é de quem não estará obrigado a convergir, e esse entendimento será corroborado com uma série de decisões judiciais. Nossa opinião é que aparência e hábito ou costume não são suficientes para responder a uma pergunta que a própria Lei responde. O Código anterior falava em ‘vias que se cruzem’, portanto no ‘T’ não haveria cruzamento de vias, enquanto que atualmente o Art. 29, inc. III do  Código de Trânsito prevê que quando veículos, transitando por “fluxos que se cruzem”, se aproximarem de local não sinalizado, terá preferência de passagem o que vier pela direita do condutor, e no caso do ‘T’ os fluxos de fato se cruzam.

O primeiro passo é concluir que “fluxos que se cruzam” formam um “cruzamento”, e segundo o Anexo I do CTB, que traz conceitos e definições um cruzamento é uma interseção de duas vias em nível.  O problema ainda precisa de um esclarecimento do conceito de interseção, que segundo o próprio Anexo I do CTB é todo cruzamento em nível, entroncamento ou bifurcação, incluindo as áreas formadas por tais cruzamentos, entroncamentos ou bifurcações.  Ora, o cruzamento em “T” é de fato um cruzamento (sic!), ou seja, um encontro de vias que se cruzam e formam uma área comum de conflito.

A conclusão final entrará em choque com o entendimento de muitos especialistas e de boa parte dos usuários, especialmente pela simplicidade da explicação, toda ela encontrada na Lei, de que no cruzamento em “T” permanece a regra da preferência de quem segue pela direita, independente de quem segue adiante ou quem terá que convergir, situação aplicável também no caso de bifurcações (“Y”), pois o ângulo do cruzamento não precisa necessariamente ser reto (90º).

quarta-feira, 4 de março de 2015

-EXAME TOXICOLÓGICO SERÁ OBRIGATÓRIO PARA CAMINHONEIROS EM ABRIL.

Exames toxicológicos para caminhoneirosExames toxicológicos para verificar o consumo de drogas por longos períodos vão ser obrigatórios para caminhoneiros e motoristas de veículos pesados na hora de renovar ou adicionar categoria à habilitação.

A determinação está prevista na resolução 517 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e vale a partir de 30 de abril para condutores habilitados nas categorias “C”, “D” e “E”.

O objetivo do exame é verificar se o motorista fez uso de drogas ou substâncias proibidas nos últimos 90 dias antes do teste.

O exame é feito através de pelos e cabelos, ou unhas. Os laboratórios que vão fazer o teste ainda passam pelo credenciamento do Denatran. O exame é de responsabilidade do usuário e o laudo deve ser apresentado ao dar entrada no processo de adição ou renovação da habilitação.

Pelo exame são identificadas a presença ou ausência de maconha e derivados, cocaína e derivados (incluindo crack e merla), opiáceos (incluindo codeína, morfina e heroína), "ecstasy" (MDMA e MDA), anfetamina e metanfetamina, conhecida popularmente como “rebite”.

A resolução prevê, também, a verificação do “uso de medicamento prescrito, devidamente comprovado, que possua em sua formulação algum dos elementos”.

Através do laudo, a instituição médica credenciada vai atestar a aptidão do condutor. Aqueles que não se submeterem aos exames toxicológicos serão considerados inaptos temporários ou inabilitados até que apresentem o laudo negativo do exame. O laudo tem validade de 30 dias a contar da data que foi expedido.

A resolução do Contran prevê que seja criado um banco de dados para analisar a saúde do motorista brasileiro. As informações poderão ser cedidas, por determinação judicial, em caso de acidentes e crimes de trânsito.

terça-feira, 3 de março de 2015

-CIDADOS COM OS PARAFUSOS NA HORA DE TROCAR AS RODAS DO CARRO.

parafusosSeja simplesmente pela beleza e possibilidades de novos desenhos, seja pelas vantagens que trazem aos veículos, como a redução de peso, muitos motoristas optam por substitui suas rodas originais de ferro pelas rodas de liga leve.

Mas, além de obedecer questões como o tamanho ideal das rodas para cada modelo, é preciso estar atento para um detalhe que faz muita diferença: os parafusos. Muitos talvez não saibam, mas os parafusos das rodas de liga leve e as de aço são diferentes. “A roda estampada em aço é fina, então o parafuso é normal. Na roda de liga leve, de alumínio, que é mais fraco. Para ela ser segura, ela tem uma espessura maior”, explica Pedro Scopino, diretor do Sindicato dos Mecânicos de São Paulo, o Sindirepa-SP. E essa diferença, de acordo com Scopino, é bem grande.

Enquanto a roda de ferro tem cerca de 3 milímetros de espessura, as de liga precisam ter quase 10 milímetros, para que possam suportar toda a carga aplicada nelas. “Os parafusos são mais compridos que os de ferro, que são quase um centímetro menores”. Dessa forma, um parafuso não pode ser usado no outro tipo de roda.

No caso dos parafusos para rodas de aço, quando usados em um jogo de rodas de liga, eles não irão fixá-las da forma correta no veículo. Já no caso das rodas de aço, o parafuso maior das rodas de liga leve pode danificar o freio traseiro.

E esse pode ser um grande perigo para o condutor. Muitos dos motoristas que procuram rodas de liga leve pensam na beleza, mas esquecem da segurança, especialmente na hora em que precisam usar o estepe, observa Scopino. “Eles não pensam em estepe. Colocam quatro rodas de liga, lindas, no carro. Mas se furou um pneu traseiro, e for botar o estepe de aço com parafusos de liga, vai estourar o freio daquela roda assim que o carro andar”, alerta. O carro ainda contará com freio na outra roda, mas o sistema já estará comprometido. O ideal é comprar também uma roda de liga para o estepe, ou então lembrar de carregar os parafusos para a de ferro sobressalente.

Fonte: Terra.com.br

segunda-feira, 2 de março de 2015

-TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE CARROS BLINDADOS.

Carros blindadosBlindar um veículo aumenta a segurança, mas custa caro e requer cuidados específicos com manutenção

A sensação de insegurança no Brasil e os números crescentes da violência urbana levam muitas pessoas a tomarem uma medida drástica: blindar seus automóveis. A procura por esse tipo de serviço vem crescendo tal qual o ritmo da criminalidade e um carro à prova de balas dá as pessoas uma chance de reação, que em veículos sem proteção pode ser mal sucedidada e no pior dos casos até mortal.

A procura por carros blindados vem batendo recordes a quatro anos consecutivos, segundo balanço da Abrablin, associação que reúne cerca de 70% das empresas blindadoras no País, e o número deve continuar aumentanto – a entidade ainda não divulgou os números de 2014, mas é previsto um aumento na casa dos 5% referente ao desempenho do ano passado comparado a 2013, quando 10.156 carros receberam a proteção .

No entanto, como se sabe, o preço que se paga pela proteção é praticamente o mesmo valor de um automóvel zero km. Um carro pequeno, como uma picape compacta (o mais comum quando se busca uma blindagem eficiente de custo relativamente baixo) fica em torno de R$ 37 mil, enquanto a proteção para um sedã saí por R$ 50 mil e para um SUV pode superar os R$ 60 mil. “Apesar do valores, a blindagem para automóveis não sofreu reajustes nesse tempo, o que vem aumentanto a procura ano após ano”, explicou ao iG Fabio Rovedo, ex-presidente da Abrablin.

O nível máximo de blindagem permitido para usuários civis atualmente é o III A, que resiste a disparos de revólveres convencionais, como calibre 38 e 9 mm, e até metralhadoras de baixo calibre, como a Uzi. Proteções mais resistes, como o nível III que resiste a balas de fuzil, requerem uma autorização especial do exército brasileiro.

A blindagem III acrescenta ao carro vidros temperados com 20 mm de espessura, além de proteções para o habitáculo, que as empresas do ramo chamam de “blindagem opaca”. Essa proteção consiste em malhas de aramida (são usadas até 9 camadas), que ficam escondidas principalmente nos forros das portas e na traseira do veículo, especialmente em SUVs, que possuem a tampa do porta-malas mais avantajada. O pacote também inclui pneus especiais, que podem continuar rodando mesmo após receber disparos de armas de fogo – o mais comum é o runflat, mas também há opções com cintas de aço ou borracha reforçada.

Blindar o carro é um processo delicado e exige perícia e tempo para ser realizado. O processo leva de 20 a 40 dias, dependendo das características do carro. Quanto maior for o veículo, mais complexa é a blindagem.

Confira abaixo o que você precisa saber antes de blindar seu carro:

1 – A blindagem resiste a dois disparos ou mais no mesmo ponto?

Segundo a Abrablin, a blindagem nível III A pode sim receber dois disparos ou até mais no mesmo ponto. No entanto, atingir o mesmo ponto mais de uma vez é algo raro de acontecer, sobretudo com o veículo em movimento. É preciso ter uma pontaria excepcional.

2 – A blindagem reduz a vida útil do carro?

A blindagem nível III A acrescenta ao carro cerca de 180 kg ( a nível III pode passar de 900 kg). Portanto, é como se o usuário utilizasse o carro sempre com o porta-malas cheio, o que sobrecarrega a suspensão, freios, motor e câmbio, mesmo seguindo a manunteção preventiva do fabricante. Além disso, com mais peso o consumo de combustível também aumenta.

3 – A blindagem requer manutenção?

Os vidros de alta resistência são compostos de diversas camadas de materiais diferentes e com o tempo essas lâminas podem se deslocar, processo que é notado com o surgimento de bolhas, deixando o vidro com um aspecto embaçado. Isso pode acontecer devido a reações da composição do produto ou pelas condições de uso. Um carro blindado que enfrenta, por exemplo, trechos acidentados tendem a apresentar esse defeito com maior frequencia. Essa mesma condição também pode causar deslocamentos na blindagem opaca, que dependendo do estado pode perder a resistência balística. Em ambos os casos, somente empresas blindadoras podem solucionar o defeito e buscar alternativas mais baratas podem comprometer a proteção.

4 – Carros populares podem ser blindados?

Qualquer automóvel pode ser blindado, mas é preciso avaliar a eficiência e viabilidade do projeto tanto financeiramente quanto técnicamente. Para cada carro há um esquema específico de blindagem e dependendo do modelo o desenvolvimento pode ser mais caro, mesmo para um veículo popular.

5 – Que tipo de carro não é indicado para blindagem?

Não são indicados para blindagem veículos que após um estudo técnico a sua relação peso/potência excedam certos parâmetros. Um veículo cujo o peso da blindagem exceda em 15% o peso original do veículo já sinaliza que o mesmo não é indicado para receber a blindagem. Carros com muita área envidraçada também são mais complexos para blindar, especialmente modelos com parabrisas panorâmicos.

6 - A blindagem oferecida a civis no Brasil suporta explosões?

Não existe uma resposta final para esta pergunta. Dado a impossibilidade de se quantificar a energia liberada e também porque se desconhece uma norma especifica para isto. No entanto, para tal é indicado blindar o assoalho, que poderia proteger os ocupantes no caso de uma explosão deflagrada por baixo do carro.

7 – Existe alguma alternativa de baixo custo para proteger o carro?

Existem no mercado películas que ao serem aplicadas no vidro aumentam sua resistência contra golpes com objetos, no entanto essa solução não é eficiente contra armas de fogo.

8 – Quais cuidados deve-se ter ao comprar um carro blindado usado?

Geralmente, carros blindados usados são oferecidos com preços sedutores. Um VW Touareg usado e blindado pode ser encontrado por cerca de R$ 45 mil. Mas nesse caso, o barato pode sair caro e, sobretudo, perigoso. O veículo pode estar com os vidros e blindagem opaca comprometidos a ponto de exigir uma revisão completa da proteção. O indicado é apresentar o carro a um especialista antes de efetuar a compra.

9 – Um carro blindado pode ser arrombado?

Apesar da resistência a armas de fogo, um carro blindado pode sim ser arrombado usando ferramentas comuns, como varetas de aço e chaves de fenda usadas por ladrões. No entanto, empresas blindadoras garantem que o processo é mais complicado do que em carros convencionais devido aos reforços aplicados nas maçanetas.

10 – Que armas uma blindagem comum pode suportar e quais não pode?

A blindagem mais usada no Brasil, a nível III A, resiste as chamadas “armas de mão”, que são revolveres como o famoso calibre 38, 9 mm e Magnum .44, armas muitos usadas por bandidos. Essa blindagem também suporta disparos de metralhadoras leves e escopetas. Essa proteção, contudo, não resiste a balas de armas de cano longo, como fuzis e metralhadoras de grosso calibre. Para tal, é necessário no mínino a blindagem III, que requer uma autorização do exército brasileiro para ser instalada.

Fonte: IG Carros

sábado, 28 de fevereiro de 2015

-DICAS PARA CUIDAR DO SEU PRIMEIRO CARRO.

Basta a pessoa comprar um carro para ouvir uma avalanche de informações desencontradas. Entre mitos, verdades e delírios algumas dicas podem ser importantes para conservação do seu automóvel e para evitar gastos desnecessários. Se você é motorista de primeira viagem e não entende nada sobre veículos, veja 10 recomendações simples que são fundamentais para os primeiros dias frente ao volante.

Revisão - Se ainda não deu dinheiro para um carro zero, o primeiro passo é fazer uma revisão detalhada da sua nova aquisição. Motor, freios, suspensão, parte elétrica, tudo precisa ser checado, por mais que o vendedor tenha usado aquela velha estratégia “que era carro de garagem e que foi todo revisado”. Óleos, fluido de freio e correias é recomendado trocar porque você não sabe quando foi feita a manutenção anterior. Procure uma mecânica de sua confiança. Se você comprou um carro novo, fique atento às datas das revisões obrigatórias indicadas pela montadora.

Mistura combustível - Carros flex podem usar qualquer mistura de combustível. Ponto. Todo o resto que você escutar é mito. Você pode usar sempre só álcool ou a vida toda gasolina que o motor não vai “viciar”, como dizem. Também pode misturar os dois nos percentuais que desejar. Com relação a qual combustível é mais vantajoso, é preciso fazer os cálculos. O álcool gasta mais e por isso só vale a pena se o preço está até 70% do valor da gasolina.

Óleo do motor - A primeira coisa a aprender é que não se olha o nível do óleo com o motor quente. Ele precisa estar desligado há pelo menos 10 minutos e o automóvel deve estar no lugar plano. Respeitado isso, você ou o frentista podem olhar o nível, que deve estar entre o mínimo e o máximo da vareta. Se estiver a baixo (é normal baixar um pouco), complete com o mesmo lubrificante recomendado pela montadora. E siga à risca os prazos de troca, que geralmente fica entre 10 mil e 15 mil quilômetros.

Água - Sim, o motor do seu carro também precisa de água. Mas não é só água. No sistema de arrefecimento vai também um aditivo para conservar as peças. Esse aditivo é recomendado pela montadora e deve ser trocado a cada 10 mil quilômetros. O liquido do arrefecimento (água e aditivo) também deve ser verificado com o motor frio. Se estiver pouco abaixo do nível, basta completar. Se seguir baixando, deve haver algum vazamento e é preciso procurar um mecânico.

Kit obrigatório e extintor - Vá se acostumando, enquanto você tiver carro eles serão sempre lembrados. No porta-malas fica o kit obrigatório com estepe, chave de roda, macaco e triângulo. Caso não estejam lá, trate de comprar. Sem eles, você será multado. O extintor também precisa estar no lugar. Olhe a data de validade. Mesmo sem nunca ser usado, ele tem que estar no prazo. E também não deve estar enrolado naquele plástico.

Garantia - Caso tenha tirado um carro novinho da concessionária, trate de estudar o manual do proprietário. Pode parecer chato, mas é extremamente importante. Ali estarão informações sobre a garantia. Não fazer as revisões e usar algumas peças não-recomendadas são situações que provocam a perda de garantia. Colocar som e alarme fora da concessionária, por exemplo, faz você perder a garantia do sistema elétrico.

Comum, Premium ou aditivada? - Essa é uma dúvida até dos motoristas experientes. Vamos lá. A comum é autoexplicativa, não tem componentes diferenciados. A aditivada é composta por uma série de detergentes especiais que tem como função evitar o acúmulo de sujeira no sistema de injeção. Já a Premium tem também os detergentes, mas trazem mais octanas, que são aproveitadas em motores com maior taxa de compressão, especialmente em motores mais potentes, 1.8 ou 2.0. Se você tem um carro popular, a Premium pouco terá efeito

Ar-condicionado - Primeiro: seu carro gasta mais combustível com o ar ligado, sim, em média 20% a mais. Segundo: você precisa ligar o ar mesmo no inverno, pelo menos uma vez por semana, para conservar o sistema. Terceiro: o botão da recirculação (aquele com uma seta que indica que o ar circulará somente na parte interna) não precisa estar sempre pressionado. Se você não estiver em áreas de engarrafamento ou empoeiradas, é bom às vezes deixar o ar entrar de fora. Quarto: o gás do ar não gasta. Só precisa ser trocado ou reposto se tiver problema no sistema. Pode usar à vontade que ele não gasta.

Direção hidráulica - Não é conversa de frentista, também é preciso conferir o óleo da direção hidráulica. O óleo não baixa caso esteja tudo correto no sistema. Se estiver abaixo do nível, é preciso completar e buscar uma empresa para checar o que está acontecendo.

Som e rodas - Antes de correr para uma loja de acessórios para colocar som e rodas novas, duas dicas são fundamentais. No caso das rodas, se pretende mudar o tamanho do aro é preciso consultar se a montadora permite. Alguns veículos são projetados para um tamanho de aro, outros não. Rodas fora da recomendação trarão problemas na suspensão e na estabilidade. No caso do som, é preciso ver se a bateria suporta os novos equipamentos para não correr o risco de empurrar seu novo patrimônio.

Fonte: Terra.com.br

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

-COMO DIRIGIR EM ENCHENTES - DICAS E CUIDADOS.

Dirigindo em enchentesNesta época do ano, os temporais são frequentes, principalmente nos fins de tarde e nesta hora, muita gente é pega de surpresa! Pessoas que estão no trânsito já voltando para casa, se veem diante de enormes alagamentos e por falta de preparo ou simples falta de conhecimento sobre o assunto, acabam sem saber o que fazer e muitas vezes, acabam tomando a decisão errada!

Por isso é bom ficar atento a estas seis dicas que daremos agora, para que você saiba o que fazer antes de enfrentar uma enchente, assim, estando preparado, poderá evitar uma série de transtornos.

- Evites regiões onde há alagamento:

Enfrentar as enchentes é a pior coisa que podemos fazer, pois a força da natureza é muito grande! Na cidade onde você mora, com certeza já se sabe quais são as regiões que ficam alagadas quando a chuva é mais intensa. Então, se você ver que o tempo está fechando, nem espere a chuva começar, tome imediatamente a decisão de fazer uma nova rota. Mesmo que o caminho seja mais longo, o importante é que seja mais seguro.

- Verifique bem as condições antes de enfrentar a água:

Mas se você foi pego de surpresa, a chuva começou de repente e o nível da água já está cobrindo a pista, então analise muito bem a situação e verifique se o nível da água onde você está oferece segurança para que seu carro possa atravessar. É só você observar se o nível da água está acima do meio da roda do carro, porque se tiver, nem pense em seguir adiante. Volte imediatamente e espere a água baixar para então poder atravessar.

- Mantenha aceleração constante:

Se você notar que o nível da água ainda não está acima do meio da roda do veículo e decidir atravessar a área alagada, fique atento à forma como você acelera, pois deverá ser uma aceleração constante e sempre em baixa rotação. Deixe o motor na média dos 2.500 RPM, porque acima desta rotação as chances de que entre água no motor são imensas e isto vai fazer com que seu carro pare de funcionar e você tenha um enorme prejuízo financeiro!

Cuidado dobrado com o freio:

Quando está sob uma forte chuva e a região já começa a ficar alagada, a eficiência do freio fica comprometida, o carro demora mais tempo para parar, então é bom prestar ainda mais atenção, manter uma velocidade reduzida e sempre testar o freio para não ter uma desagradável surpresa. Querer correr para sair logo desta situação é um péssimo negócio!

Se o motor desligar, deixe:

Se você estiver em uma região alagada e o motor do carro desligar, deixe assim. Nem pense em tentar ligar o veículo novamente, porque isto vai causar um grande estrago e seu prejuízo será muito maior! Somente um profissional qualificado poderá tentar ligar seu veículo novamente, após analisá-lo com calma, por isso, se o motor desligou, abandone o veículo imediatamente!

Se o veículo estacionado foi inundado, não ligue-o:

Se o seu veículo estava estacionado e foi atingido por uma enchente ou alagamento, após a água baixar, chame um mecânico de sua confiança para averiguar a situação. Tentar ligar o veículo para levá-lo a uma oficina ou retirá-lo daquele lugar, poderá danificar vários componentes e a manutenção custará muito cara.

E o melhor remédio é prevenir, então, na parte da tarde, sempre que possível, fique atento à rádio de sua cidade e aos noticiários, seja pela TV ou Internet, assim, se você ficar sabendo que há riscos de temporais, terá tempo de tomar providências, para evitar que o pior aconteça!

Fonte: Carro Bonito